Até 2010!

Dezembro 14, 2009

Férias. Vou dar uma volta por aí e retorno em janeiro (espero que com mais tempo para me dedicar ao blog).

Feliz Natal a todos e que 2010 seja um ano feliz. Um ano de alegrias, realizações, saúde e…da vitória da Dilma!

Beijos!


Chove chuva…

Dezembro 8, 2009

São Paulo quase desaparece debaixo d’água, mas o Kassab diz que as ações da prefeitura para conter enchentes já estão dando resultados. Estão? Onde?

São Paulo quase desaparece debaixo d’água, mas o Kassab gastará menos com áreas de risco do que com publicidade no próximo ano. Resultado: pessoas continuarão a morrer quando as ações da prefeitura falharem e as inundações ocorrerem. Mas tudo bem: ao menos ficaremos informados das ações da prefeitura, funcionem elas ou não.

O problema, mesmo, é que a cidade se chama “São Paulo”. Fosse Pedro o homenageado e estaríamos em paz, né não, seu Kassab?


O ônibus e o guarda-chuva

Dezembro 6, 2009

Os primeiros pingos de chuva começaram a cair quando eu já estava no ponto inicial do ônibus, voltando da aula na Beneficência Portuguesa.  Não demorou muito e a fila de passageiros andou. Subimos, escolhemos os lugares, nos sentamos e, então, desabou o temporal.

O ônibus partiu pontualmente às 16h30, porém, ao contrário do que sempre acontece, com um número reduzido de passageiros.  Ninguém queria se molhar, então as janelas foram sendo fechadas, uma a uma.   O “lacre” só não foi perfeito porque o veículo (ou “carro”, como dizem motoristas, cobradores e demais profissionais das empresas de ônibus) era velho e havia goteiras em alguns lugares – ou seja, havia pequenos orifícios que permitiam a passagem da chuva (e do ar – graças a Deus!).

Me ajeitei no banco relativamente macio, liguei o MP3 e, ao som de Tina & Ike Turner, comecei a pensar no que ainda faltava ser feito para a viagem. De repente, olhei para um rapaz sentado dois bancos à minha frente e vi que, para se proteger da goteira, ele havia aberto seu guarda-chuva.

Sim, meu amigo. Sim, minha leitora. O rapaz passou cerca de 20 minutos da viagem sentado, com o guarda-chuva preto aberto, sem olhar para os lados, sem dar bola para a torcida – e seco.

Os passageiros conseguiam passar por ele, mas com dificuldade,  e tenho para mim que só não reclamavam porque a cena era surpreendente. Estudantes com mochilas atrapalham a passagem. Mulheres com bolsas enormes também. Os casais que ficam abraçados quase que devem ser derrubados, caso se queira andar pelo corredor do ônibus. Mas um sujeito sentado com o guarda-chuva aberto… Isso era novidade para todo mundo.

Passados uns 20 minutos, o rapaz fecha o guarda-chuva, levanta-se e começa a se dirigir para a porta. Quando vê que uma mulher, recém-chegada ao ônibus,  havia se sentado em seu lugar, ele retorna e diz, apontando para o teto: “Aqui tem uma goteira. A senhora vai se molhar.”  A mulher acompanha o dedo do rapaz, olha para o alto e  agradece a informação. Ele desce do ônibus.

De repente, é aberta uma sombrinha com flores amarelas e vermelhas, que permanece aberta, pelo menos até o ponto em que desço.

São Paulo não é Berlim, mas também tem suas figuras pitorescas.


Haja estômago…

Novembro 27, 2009

 

2010 se aproxima e, com ele, a irritação,  a pressão alta, a dor de estômago, a vontade de ir direto para 2011, tudo porque teremos eleições.

A mídia golpista não se conforma com o sucesso do governo Lula, muito menos com uma possível eleição de Dilma. Disso sabemos. Que no ano que vem os jornalões e as emissoras de TV (especialmente a maior delas) vão fazer o que podem e o que não podem para que o candidato demotucano seja vitorioso, disso também sabemos. Daí a necessidade de um estômago preparado. O meu sofre.

E sofreu hoje, quando um zé-mané resolveu fazer uma “denúncia”, uma “acusação”, uma “sei-la-o-quê” contra o presidente. A oposição não tem programa, não tem discurso, por isso vive de escândalos fabricados e de imbecis rancorosos.

O sujeito calunia o presidente da República. E fica por isso mesmo. Ou melhor, não fica. Daqui a pouco começo a receber toneladas de e-mails, fazendo circular essa “notícia” absurda.

Passei pelos blogs que normalmente acesso e reproduzo aqui o texto do jornalista Luiz Carlos Azenha,  que pode ser encontrado em http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-malandragem-cafajeste-do-otavinho/ . Perfeito.

A “malandragem” cafajeste de Otavinho

Publicado em 27 de novembro de 2009 às 21:27

por Luiz Carlos Azenha

Otávio Frias Filho é um cafajeste. A edição da Folha de S. Paulo de hoje, aquela que trouxe como não quer nada uma acusação-bomba ao presidente da República, assinada por outro cafajeste, é uma tentativa mal disfarçada de “malandragem” jornalística.

Não leio a Folha faz tempo, por isso. Não assino o UOL. Não compro nenhum produto do grupo Folha. Fiz isso muito antes que outros blogueiros esperneassem contra o jornal. Se tiver de ler algum jornal, leio o Estadão. O Estadão não disfarça. É um jornal conservador. Defende interesses conservadores. A Folha é um jornal dirigido por um cafajeste. Um cafajeste medroso, que não tem coragem nem de assumir suas posições políticas claramente. Um cafajeste que se apresenta como “neutro”, “imparcial” e outras safadezas do gênero.

Por dever de ofício, peguei a edição da Folha de hoje, emprestada de um amigo. O jornal dedicou espaço em três páginas para atacar o filme sobre Lula. Está claro, para quem é do ramo, que a Folha quis enfeitar o pavão em torno do artigo do César Benjamin. Que é um cafajeste, simples assim, por ter feito uma acusação gravíssima contra um presidente da República sem apresentar provas, sei lá com qual objetivo político. Inveja? Dor de cotovelo? Ódio ideológico?

Mas volto ao jornalismo cafajeste da Folha: se o jornal de fato pretendia investigar o assunto, poderia muito bem ter publicado a denúncia como manchete de primeira página. Mas, se fosse assim, ficaria muito claro o jogo político. E a Folha se exporia. O que fez o jornal? Cercou o texto de César Benjamin de outras reportagens sobre o filme “O Filho do Brasil” e, como quem não quer nada, deixou a acusação flutuando no meio do texto.

Dois colegas jornalistas disseram que começaram a ler o texto de Benjamin mas desistiram no meio: era muito chato. Só ficaram sabendo da acusação na internet. Que, presumo, foi justamente o objetivo: agora os textos de “Dilma, terrorista” vão acompanhar os de “Lula, estuprador”, nos e-mails que se espalham pelo mundo e ganham destaque especialmente nos chats e nos sites de relacionamento. É a propaganda eleitoral do século 21.

Sei do que estou falando: desde que o Viomundo tocou no assunto, recebi uma onda de comentários sustentando as acusações contra o presidente da República, de “leitores” que nunca estiveram no site. É, presumo, a turma encarregada de espalhar a “acusação” contra Lula, de dar pernas à versão assinada por César Benjamin. Ele é a Miriam Cordeiro, versão 2010. Faz parte dos que pretendem detonar o filme com o objetivo de evitar que Lula, lá adiante, transfira votos para a ministra Dilma Rousseff. Evitar que o “estuprador” eleja a “terrorista”. Isso dá uma medida do desespero que essa possibilidade, cada vez mais factível, causa.  E é na hora do desespero que os cafajestes se revelam.

PS: Um dos jornalistas com os quais conversei a respeito, leitor da Folha há décadas, me disse: “Vou cancelar a assinatura. Agora deu.”.



Jack Bauer avisa Obama

Outubro 14, 2009


Le Monde: Lula cria a universidade do século 21

Outubro 14, 2009

Ando sem tempo para atualizar o blog (e há tanto para dizer!), por isso apenas reproduzo  uma matéria que vi hoje no blog do Nassif. Mas como a notícia é muuuuuito bacana, ao reproduzi-la sinto-me perdoada por não escrever aqui como deveria.

lula criança ao fundoDa BBC Brasil

‘Le Monde’: Lula inventa universidade do século 21

Jornal publica reportagem elogiosa sobre o Brasil em caderno especial sobre educação.

De Paris para a BBC Brasil – Na edição desta quarta-feira, o jornal francês Le Monde publica uma elogiosa reportagem sobre educação no Brasil nesta quarta-feira, na qual afirma que, com sua política para a área, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “inventa a universidade brasileira do século 21″.

Em um caderno especial sobre educação, o correspondente do jornal em São Paulo, Philippe Jacqué, afirma que o presidente Lula deu “um sopro de oxigênio ao ensino superior” e multiplicou, desde 2002, planos para dinamizar as universidades do país.

O Le Monde cita como exemplos a Universidade Federal do ABC, em São Paulo, criada em 2005, para “formar os engenheiros do futuro” e as inovações da Universidade Federal do ABC, “na zona operária onde Lula começou sua carreira”.

“O governo federal não economizou na Universidade ABC. Meio bilhão de euros foi injetado. Desde 2005, pelo menos 280 professores foram contratados, todos titulares de um doutorado”.

‘Reformulação total’

O Le Monde afirma também que a equipe jovem de professores, com idade média de 35 anos, corresponde ao desejo de reformular totalmente o modelo universitário brasileiro.

“Na Universidade ABC, não há departamentos de disciplinas, mas centros de pesquisas multidisciplinares para facilitar a cooperação”.

Outra inovação da Universidade ABC, segundo o diário francês, é a criação de 300 bolsas de iniciação à pesquisa por ano.

O jornal afirma ainda que o presidente Lula desenvolveu instrumentos para facilitar o acesso ao ensino universitário.

“Com apenas 4,9 milhões de universitários (16% dos brasileiros entre 18 e 24 anos), o país não soube até o momento democratizar o seu ensino superior”, escreve o Le Monde, afirmando que é a classe média alta, em grande maioria, que tem acesso às 200 instituições de ensino superior público e gratuito.

O jornal lembra que o sistema universitário brasileiro, “seletivo”, favorece alunos com maior poder aquisitivo, que são mais bem preparados porque puderam estudar nas melhores e mais caras escolas privadas.

BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


E agora, José (Serra)

Setembro 15, 2009

Texto publicado hoje, 15/09, no Conversa Afiada, blog do Paulo Henrique Amorim . O autor é um leitor chamado Paulo. Adorei!

E agora José (Serra),

A crise acabou,

A população se rebelou,

O metrô desabou,

Estudante apanhou

E agora José (Serra)

A crise não veio,

A gripe não veio,

Foi tudo utopia

Tudo acabou

E agora José (Serra),

E agora você

A economia melhorou,

A Petrobrás não naufragou,

Pobre comprou,

Dinheiro ao FMI emprestou,

E agora José (Serra),

Virgílio roubou

Agripino se desculpou

Lula se popularizou,

E agora José (Serra)

José (Serra) para onde !!!!!!!


Em Berlim

Setembro 11, 2009

Ainda hoje me perguntam por que gosto tanto da Alemanha. Ainda hoje não tenho resposta para tal pergunta.Pensando melhor, ho que tenho: gosto do clima, das paisagens, da cultura, do povo e, especialmente, do idioma. Mas o que realmente está por trás da questão é o fato de que não tenho pela Itália, terra dos meus antepassados, o mesmo interesse (diria que até o mesmo amor) que sinto pela “Alemolândia”, como diz um conhecido meu. Com relação a isso, sim, não sei o que dizer. Talvez seja coisa de outra reencarnação. Vai saber…

Portal de Brandemburgo

Portal de Brandemburgo

Mas esse post é sobre minha primeira visita a Berlim. Na verdade, sobre um momento especial desta visita. Foi em setembro de 1994, durante minha primeira (e obviamente inesquecível) viagem para a Alemanha. Eu estava hospedada na casa da Gláucia, em Munique, quando um de seus amigos, o Christoph, a convidou para ir a Berlim. Ele também morava em Munique, mas precisava acertar algumas coisas com seu orientador, este sim morador da capital alemã. A Gláucia não pôde ir, mas como o convite era extensivo a minha pessoa, fui.

Lá, enquanto o Christoph resolvia as questões da universidade com seu orientador, eu passeava pela cidade. O muro tinha caído havia pouco tempo, então alemães de todos os cantos se dirigiam para a região, querendo descobrir o que os comunistas haviam feito com aquela parte do país.  Numa de minhas andanças, depois de conhecer alguns pontos turísticos tradicionais e aproveitando o frio intenso (cerca de 2 graus) mas com o céu azul, fui visitar a Siegesäule (ou Coluna da Vitória), que eu conhecia do filme “Asas do Desejo”, do diretor Wim Wenders, e do videoclipe do U2 para a música “Far way, so close”.

Por estar sozinha, eu fotografava as paisagens, sem obviamente estar nelas. Mas eis que um jovem casal se aproxima de mim, de forma bastante reticente, ensaia meia dúzia de palavras em alemão, até que finalmente me pede em inglês para fotografá-los. Eles estavam em lua de mel na cidade e até então não haviam conseguido se comunicar com alguém, logo as fotos seguiam o meu padrão: paisagens e mais paisagens, no caso deles, ora com com o noivo, ora com a noiva, mas nunca com o casal.

Eu me prontifiquei a fotografá-los, desde que fizessem o mesmo para mim. Abaixo está uma das fotos que eles tiraram (escaneada by Nancy Alberto, a quem agradeço a gentileza).

Rita em Berlim

Enquanto eles faziam pose e eu acertava o ângulo da máquina, ouvi, em “português de Portugal”: “Venha para cá, querido, senão você sai pela metade”. Surpresa, baixei a máquina e perguntei: “Vocês são portugueses?”. Resposta: “Sim, do Porto. De onde você é? Do Rio?” Minha vez: “Não. Sou de São Paulo”. O rapaz: “Tenho tios e primos que moram lá,  num lugar chamado Mooca”. Eu: “É bem perto da minha casa.”

Depois de um esforço inicial  considerável para que conseguíssimos nos comunicar (eles me tomaram por alemã  e demoraram um tempão para se aproximar, com um inglês tosco, mas compreensível), aproveitamos o resto do dia para tomar um café delicioso e comer tortas berlinenses que mais pareciam terem sido feitas por anjos.

Pena que, com o tempo, perdemos o contato e eu, as fotos que tirei deles. Mas fica a lembrança de uma tarde simpática numa cidade maluca, em que, ao entrar no U-Bahn (metrô), dei de cara com um sujeito fantasiado de mergulhador, que me acenava o tempo todo e, depois, me convidou para ir a uma festa na parte oriental da cidade. Mas essa história fica para outro dia.

Saudade de Berlim. No ano que vem, se Deus quiser, passo por lá. Quem sabe não dou sorte e encontro os portugueses, agora já com filhos e, de repente, até netos?


Minhas manhãs na Vila Zelina

Agosto 30, 2009
Paróquia São José da Vila Zelina

Paróquia São José da Vila Zelina

Eu trabalho em casa e isso é bom.  Não me vejo obrigada a tomar  ônibus lotado, não pego trânsito e chego atrasada ao escritório, vou de pijamas para o computador e, se quiser, assim fico, inclusive com a Marta no colo. Mas bom, mesmo, é ter tempo para o café da manhã, que religiosamente tomo todos os dias na padaria “A Praça” , na companhia de duas amigas. Quando eu ainda trabalhava como jornalista (e mesmo depois, dando aulas), saía correndo de casa, quase que levando junto o copo de café com leite. Agora não. Agora subo até a padaria, encontro as amigas, faço o pedido para o Fábio e como. E converso. Como e converso. Depois, sim, tem início minha labuta diária.

O bairro onde moro, a Vila Zelina, é uma ilha de tranquilidade numa cidade confusa e barulhenta como São Paulo. Aqui os velhinhos se encontram na praça para jogar damas e falar de futebol (suspeito que também falem de política e de mulheres, mas não posso provar), as velhinhas e os  “jovens” participam das missas e das atividades da paróquia (foto acima), os comerciantes conhecem os clientes e os clientes conhecem os comerciantes… E a turma se junta na padaria para ver o jogo do Palmeiras (os jogos dos outros times também, admito),  o Rubinho fazer bobagem (ou não, quem sabe…), para falar mal (ou bem ) do padre e seu séquito … E para tomar café da manhã, que é o que faço todos os dias, com a Dany e a Síria.

A Dany é funcionária da farmácia onde faço as compras do mês  (depois de uma certa idade, quase que se vai à farmácia com a mesma frequência com que se vai ao supermercado), porém nossa amizade foi sendo construída a partir de encontros casuais  na padaria. A Síria é psicóloga, trabalha no bairro, e foi na própria padaria que nos conhecemos:  primeiro, falamos mal da Suzana Vieira (a foto dela com o novo namorado estava estampada numa revista sobre o caixa),  depois conversamos sobre trabalho, já que reviso textos, e ela, na época,  escrevia um livro, e então ficamos amigas.

Somos, nós três, muito diferentes, mas também iguaizinhas. Somos diferentes porque temos histórias de vida diferentes, visões políticas bastante divergentes, muitos gostos incompatíveis… Mas somos iguais porque fundamentalmente queremos as mesmas coisas:  começar o dia com bom humor, acolher aquela que, por alguma razão, não esteja bem e, se possível, trocar experiências para que nossos problemas não nos  sejam tão pesados e nossos sonhos não nos pareçam tão malucos.   Tudo isso com café, pão na chapa, o sorriso do Toninho (um dos donos – português, é claro)  e o buon giorno do seu Giovanni, que não esconde sua predileção pela da Síria.

Às vezes tenho vontade de viver  em outro lugar. No exterior, talvez em Londres, talvez em Munique, cidades em que já morei e de onde guardo lindas lembranças e para onde penso em voltar. No Brasil, obviamente em Porto Alegre, que amo, amo, amo…  Mas não posso me queixar do lugar onde moro. Ou, pelo menos, das minhas manhãs no lugar onde moro.


Countdown

Agosto 30, 2009

Londres grande