novembro 7, 2010
Só pra dizer “oi”
A depressão pós-eleição ainda não passou. Quando acabar, eu volto. Por enquanto, é só um “oi” e um vídeo bacana: “Ocean Rain”, com Echo & The Bunnymen, gravado em São Paulo, na noite de 11 de outubro. Lindo, lindo show!
agosto 22, 2010
Como em alguma cidade da Europa
Ontem foi finalmente inaugurada a Estação Vila Prudente do metrô (linha Verde), depois de longos 20 anos (ou mais) de espera. A estação fica aqui pertinho e me permitirá ir para a região da avenida Paulista sem baldeação alguma. Simples, não? Ainda não sei em quanto tempo estarei, por exemplo, desembarcando na Consolação, rumo ao Espaço Unibanco ou à Livraria Cultura, mas não precisarei esperar por ônibus que nunca sei se já passaram ou se vão passar. Sinto-me em alguma cidade europeia.
Calma!
Certo, não estou na Europa. Mas posso agora combinar um cinema com uma hora de antecedência e estar lá a tempo para um café antes do filme. Posso fazer caminhada no parque Trianon. Posso visitar meu irmão e minha cunhada sem marcar com um dia de antecedência (não sei se eles vão gosta dessa “vantagem”…). Sinto-me, enfim, mais livre para ir e vir. Como na Europa.
Não estraguem minha alegria. Levei 20 anos (ou mais) para tê-la!
Ponto final.
agosto 21, 2010
O Encontro ao qual não fui
Acontece em São Paulo neste fim de semana o I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Decidi ir, paguei a taxa de inscrição, mas bastou uma conversa com meu irmão ontem à noite, aliada a uma tradução com prazo curtíssimo, para o ânimo acabar. Resultado: fiquei em casa. E pegando uma informação aqui e outra ali, parece que acertei.
Não que o evento não seja importante. Ele é. Já é senso comum atribuir à blogosfera um papel importante na democratização da informação, e a reunião desses blogueiros, para que possam trocar experiências, discutir propostas e os melhores caminhos para a produção desse conteúdo é algo a se comemorar. Mas nem tudo são flores.
Há blogueiros para todos os gostos. Há os que hoje estão do lado de cá, na tal “mídia alternativa”, mas que até ontem faziam parte da grande mídia – e , de certa forma, ainda utilizam algumas ferramentas próprias à grande mídia. Há blogueiros que não ganham para blogar, mas que se projetaram ao decidir fazê-lo, e agora se perdem em autoelogios que beiram o ridículo. Há blogueiros que disfarçam, mas tentam instrumentalizar os blogueiros iniciantes. E há os blogueiros realmente interessados nesta nova forma de comunicar. Para estes últimos, parabéns e boa sorte.
Mas o que tem tudo isso a ver com a minha não ida ao Encontro? Tenho 43, quase 44 anos, e já não tenho paciência com estrelismos. Não me vejo mais como plateia – e, embora não fosse essa a proposta do evento, seria assim que eu me veria, por razões diversas, que não necessariamente devem ser aqui expostas. Mas, sobretudo, porque não quero tornar este blog um espaço exclusivo (ou mesmo prioritário) de política. Há muitas, muitas pessoas que fazem isso – escrever sobre política – muito melhor do que eu e prefiro lê-las a tentar ser como elas. Eu não daria conta. E para isso, para o blog que quero manter, o Encontro talvez não seria tão atrativo.
Aproveitei o dia para trabalhar, dar uma passada pela Bienal do Livro (que se encerra amanhã) e encontrar uns amigos. Fiquei apenas chateada porque não pude encontrar com o Marco, meu colega de faculdade, que estava no Encontro. Mas estamos – eu e o Marco – nos falando com certa regularidade e, espero!, daqui a pouco a turma se reune novamente. E essa é outra história!
agosto 11, 2010
agosto 8, 2010
Sem perfumaria
Quando abri este blog, no ano passado, eu não tinha muito claro se o queria para falar de política, se o objetivo era discutir cinema, literatura e/ou tradução, se queria falar de mim e de outros… Apenas iniciei o “A Cunhada que Conta” e fui publicando um pouco disso, um pouco daquilo… Neste ano eleitoral, até pensei em me dedicar mais à política, a apresentar as minhsa opiniões acerca dos fatos (e dos “não-fatos”) políticos… Mas confesso, Pai Todo-Poderoso, que ando com preguiça.
E a preguiça só aumenta quando vejo a montanha de trabalho que tenho para executar, quando me deparo com os livros do curso de italiano e me lembro da promessa que fiz a mim mesma – a de aprender (muito bem) o idioma até 2013 -, sempre que vejo a lista de filmes que entram em cartaz na cidade… E, sobretudo, quando leio alguns blogs de esquerda, cujos autores primam não apenas pelas belas análises de conjuntura, mas, também, pelos autoelogios e o puxasaquismo dos outros blogueiros de esquerda. Um tédio.
No Twitter, aliás, a coisa está tomando proporções assustadoras. Um diz “bom dia, fulano de tal, um dos maiores blogueiros deste país”. O outro responde para o um: “bom dia, meu querido, mas saiba que o maior blogueiro é você”. (rsrs) Como diz meu irmão, há muitas semelhanças entre a direita e a esquerda, sorte a nossa que ficam, quase sempre, na “perfumaria”.
Mas qual é, mesmo, o objetivo deste post? Ah, sim: assumir que, apesar de ser ano eleitoral, continuarei a falar de tudo um pouco, e não majoritariamente de política. Para alívio de muitos. Não é, Ricardo Garla?
agosto 2, 2010
Para a Dany
“(…) Na amizade a que me refiro, as almas entrosam-se e se confundem em uma única alma, tão unidas uma à outra que não se distinguem, não se lhes percebendo sequer a linha de demarcação. Se insistirem para que eu diga por que o amava, sinto que o não saberia expressar senão respondendo: porque era ele; porque era eu.”
(Montaigne, sobre sua amizade com La Boétie)
julho 26, 2010
Minha velhinha
Minha cadelinha mais velha, Eliza Day, está cega. Os anos se passaram, ela já tem 13, e a dificuldade inicial para enxergar agora se transformou em cegueira total. Tenho dó. Embora ela esteja na mesma casa durante quase toda a sua vida (eu a retirei das ruas quando tinha, provavelmente, pouco mais de um ano) e a disposição dos móveis não tenha mudado tanto, Eliza Day está desorientada. Quando tem sede, ela desce do seu primeiro sofá preferido e não sabe para que lado ir, em busca do pote de água. Se ouve minha voz e quer ficar perto de mim, desce do seu segundo sofá preferido e não sabe que caminho tomar para chegar até mim (eu, que obviamente estou sentada no chão, pois os sofás são dela).
Conversei com o veterinário, fiz uma pesquisa na internet e acho que posso ajudá-la a voltar a se mover pela casa, sem trombar com cadeiras ou bater a cabeça na parede. A cegueira em animais idosos é relativamente comum e há tempos já se sabe quais as “técnicas” que seus donos podem empregar para que os bichinhos tenham uma boa qualidade de vida, apesar do problema.
O que me aflige, no entanto, é a constatação de que Eliza Day está velhinha. De que sua partida não está mais muito distante.
Aqueles que me conhecem pessoalmente sabem da minha paixão por cachorros. É claro que sempre há um bobo qualquer que me sugere trocar os meus cinco cães por um menor abandonado, como se tudo fosse a mesma coisa. Mas deixemos de lado esse tipo de idiotice.Prudence, Costanza, Eliza Day, Marta e Thomas são meus grandes amores. E essa forma de amor me foi deixada por meu pai. Herdei dele, isso é fato.
Das poucas lembranças que tenho do meu pai (ele morreu quando eu tinha sete anos), quase sempre nos vejo com cachorros. Lembro bem de dois deles, o Capitão e o Piloto. Um, o Piloto, nós encontramos morto quando voltamos do enterro do meu pai. Coincidência? Talvez. Mas essa é outra história.
Eu gosto de cachorros porque gosto de cachorros. Amo meus cães porque amo meus cães. Mas também porque é um pouco do meu pai que sobrevive em mim. A partida de um deles é a tristeza da partida, mas é também a partida do Piloto.
Mas Eliza Day ainda está aqui, ao meu lado, me cheirando e me cutucando, tentando me convencer a deitar com ela no primeiro sofá de sua preferência. Acho que vou.
E para quem não sabe a razão do nome dela – Eliza Day – , explico: eu assisti a um show do Nick Cave em Londres, em 1997, e, entre outras músicas, uma delas teve uma interpretação maravilhosa, a “Where the wild roses grow”. De volta ao Brasil, quando trouxe Eliza Day para casa, era essa a música que tocava no carro de uma amiga. Eis o vídeo da música:
julho 25, 2010
Quando outubro chegar…
Ando com muito, muito trabalho, passando horas e mais horas ao computador, então a preguiça de usar meu tempo livre para escrever no blog é gigantesca. Hoje apenas adiciono dois vídeos bacanas do Echo & The Bunnymen, das músicas “Porcupine” e “The Cutter” (nesta ordem).
Os Bunnymen estiveram no Brasil pela primeira vem em 1987 (ou perto disso) e eu os assisti no Anhembi. Voltei a vê-los em 2004 (ou perto disso), agora repito a dose, já que eles se apresentam em Sampa no dia 11 de outubro. Que bom. Estou com saudade de Ian McCulloch, ainda que, de vez em quando, ele ouse criticar Morrissey e chamar o Bono de “anão” (rs). Ninguém é perfeito.




