Acontece em São Paulo neste fim de semana o I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Decidi ir, paguei a taxa de inscrição, mas bastou uma conversa com meu irmão ontem à noite, aliada a uma tradução com prazo curtíssimo, para o ânimo acabar. Resultado: fiquei em casa. E pegando uma informação aqui e outra ali, parece que acertei.
Não que o evento não seja importante. Ele é. Já é senso comum atribuir à blogosfera um papel importante na democratização da informação, e a reunião desses blogueiros, para que possam trocar experiências, discutir propostas e os melhores caminhos para a produção desse conteúdo é algo a se comemorar. Mas nem tudo são flores.
Há blogueiros para todos os gostos. Há os que hoje estão do lado de cá, na tal “mídia alternativa”, mas que até ontem faziam parte da grande mídia – e , de certa forma, ainda utilizam algumas ferramentas próprias à grande mídia. Há blogueiros que não ganham para blogar, mas que se projetaram ao decidir fazê-lo, e agora se perdem em autoelogios que beiram o ridículo. Há blogueiros que disfarçam, mas tentam instrumentalizar os blogueiros iniciantes. E há os blogueiros realmente interessados nesta nova forma de comunicar. Para estes últimos, parabéns e boa sorte.
Mas o que tem tudo isso a ver com a minha não ida ao Encontro? Tenho 43, quase 44 anos, e já não tenho paciência com estrelismos. Não me vejo mais como plateia – e, embora não fosse essa a proposta do evento, seria assim que eu me veria, por razões diversas, que não necessariamente devem ser aqui expostas. Mas, sobretudo, porque não quero tornar este blog um espaço exclusivo (ou mesmo prioritário) de política. Há muitas, muitas pessoas que fazem isso – escrever sobre política – muito melhor do que eu e prefiro lê-las a tentar ser como elas. Eu não daria conta. E para isso, para o blog que quero manter, o Encontro talvez não seria tão atrativo.
Aproveitei o dia para trabalhar, dar uma passada pela Bienal do Livro (que se encerra amanhã) e encontrar uns amigos. Fiquei apenas chateada porque não pude encontrar com o Marco, meu colega de faculdade, que estava no Encontro. Mas estamos – eu e o Marco – nos falando com certa regularidade e, espero!, daqui a pouco a turma se reune novamente. E essa é outra história!
